<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684</id><updated>2012-02-16T12:13:45.289-08:00</updated><category term='conto'/><category term='nota'/><category term='feliz'/><title type='text'>Lupina</title><subtitle type='html'>Sou assim. Parte fera, parte menina. Hora mais fera do que menina, hora totalmente lupina. Nunca cem porcento menina.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-7842886990963522271</id><published>2010-11-13T15:45:00.000-08:00</published><updated>2010-11-13T15:47:16.961-08:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>As pessoas lá fora gritam pelo futebol. Um grito uníssono. Um urro. A mediocridade transborda-lhes as almas assim como a cerveja transborda seus copos. Não é o futebol que faz isso com elas, o futebol apenas as reúne. O que? Como? Parece que estão dizendo alguma coisa. Uma palavra. O nome de um time, talvez. Talvez o placar. Poderia ser o meu nome que ainda assim eu não entenderia. Pra mim continua sendo apenas um urro. É o grito suado da multidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-7842886990963522271?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/7842886990963522271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=7842886990963522271' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/7842886990963522271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/7842886990963522271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2010/11/blog-post.html' title='.'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-3821520276435892463</id><published>2010-07-04T11:25:00.000-07:00</published><updated>2010-07-04T11:26:43.852-07:00</updated><title type='text'>Daniel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images2.layoutsparks.com/1/126653/louis-and-armand-vampire-31000.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 852px; height: 480px;" src="http://images2.layoutsparks.com/1/126653/louis-and-armand-vampire-31000.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado no Livro “A Rainha dos condenados” das Crônicas Vampirescas de Anne Rice (1988, ANTES da modinha de crepúsculo)&lt;br /&gt;A noite caiu mais uma vez sobre Los Angeles. Para a maioria das pessoas não fazia a mínima diferença. A cidade continuava perfeitamente clara e iluminada de qualquer jeito. Mas para Armand essa diferença era crucial. Vital.&lt;br /&gt;Empurrou sem esforço a tampa do caixão aveludado e a primeira coisa que fez foi caminhar rumo ao quarto de seu amado Daniel. Seu Daniel Mortal.&lt;br /&gt;Encontrou o ex-jornalista em pé em frente à janela, contemplando a lua recém nascida. Provavelmente estava se perguntando quando é que ele, Armand, despertaria.&lt;br /&gt;- À minha espera?&lt;br /&gt;Daniel virou-se para contemplar seu mestre, revelando assim uma cara macilenta com imensas olheiras que haviam tomado conta de praticamente toda a face. Uns fiapos de barba cresciam irregulares em seu rosto e davam a ele um aspecto extremamente velho.&lt;br /&gt;Ao ver seu amado em uma condição tão mortal, tão efêmera, tão perecível, Armand teve vontade de lhe conceder o Dom das Trevas. Teve vontade de dar a ele aquele poder do demônio e devolver-lhe a juventude e a beleza que cansaço nenhum poderia tirar. Teve uma vontade momentânea de fazer tudo aquilo que sabia que não conseguiria fazer. Mas foi tudo por um breve momento e logo a vontade passou.&lt;br /&gt;- Respeite seu organismo, Daniel. Ele não consegue acompanhar meu rítimo. Olhe só pra você… está acabado!&lt;br /&gt;- Então me transforme em um de vocês! - O jovem jornalista clamou pela milésima vez naquela semana.&lt;br /&gt;Armand apenas o ignorou enquanto pegava sua capa e dizia:&lt;br /&gt;- Venha, vamos caçar.&lt;br /&gt;“O seu vamos significa vou” pensou Daniel enquanto se dirigia à rua, a boca salivando de inveja.&lt;br /&gt;- Eu posso ouvir seus pensamentos, jovem mortal.&lt;br /&gt;Foi a vez de Daniel de ignorar o companheiro. Apenas caminhou atrás deste, tentando adivinhar quem seria a vítima da noite. Estava há tanto tempo com Armand, o conhecia tão bem… ele sabia que o vampiro preferia presas marginalizadas às inocentes. Poderia jurar que dessa vez seria uma prostituta. E lá estava Armand, apenas alguns minutos depois, se aproximando de uma.&lt;br /&gt;Ah, Daniel conhecia tão bem aquele processo. Vira Armand executá-lo tantas vezes. Sabia passo a passo o que ia fazer. Todos os seus movimentos. Primeiro ia mostrar seu dinheiro àquela mulher, depois ia encostá-la na parede e começar a beijá-la meio compulsivamente enquanto ela lhe roubava a carteira furtivamente e ele fingia que não percebia. Depois, muito lentamente, Armand ia descendo a cabeça fingindo prazer até encontrar o pescoço de sua vítima, onde começava com beijos carinhosos e lentos até dar a mordida fatal. Nessa hora Armand provavelmente iria enforcá-la com o próprio colar para que ela não pudesse gritar e então tomaria seu sangue até o fim, observando sua expressão de horror crescer a cada segundo. Depois da morte inevitável da mulher, ele jogaria seu corpo num canto, puxaria uma adaga e apunhalaria sua barriga diversas vezes. Agarraria um rato ou qualquer outro bicho que estivesse por ali e o perfuraria com suas enormes unhas vitrificadas, jogando todo o sangue do animal por cima do cadáver fresco da mulher, para não levantar suspeitas. Mas não achava realmente que alguém ia se importar, era “só” uma puta. A sociedade não ligava para elas, não iriam investigar sua morte.&lt;br /&gt;O palpite de Daniel foi bom. Aconteceu exatamente daquele jeito.&lt;br /&gt;- Este sangue… estava incrivelmente doce. - Comentou o vampiro se aproximando.&lt;br /&gt;- Você nunca vai me deixar experimentar, não é? Nunca vou saber qual é a sensação, nunca vou sentir o gosto.&lt;br /&gt;- Não. - A sinceridade de Armand explodiu em sua boca e provocou um certo desespero em Daniel.&lt;br /&gt;- Eu achei que você me amava! - Falou quase gritando.&lt;br /&gt;- Mas eu te amo, Da…&lt;br /&gt;- Pois eu não vou durar pra sempre, Armand! Um dia eu vou morrer e apodrecer. E aí… você já não vai poder fazer nada.&lt;br /&gt;- A idéia da sua morte me apavora. Mas o que eu gosto em você é justamente a sua mortalidade. Eu simplesmente não posso te dar o Dom das Trevas. Eu não… eu não suportaria olhar pra você!&lt;br /&gt;- O que há de bom em ser mortal? O que em mim chama tanto a sua atenção?&lt;br /&gt;- Você perderia toda sua ternura e inocência se ganhasse a imortalidade. É uma troca. E você é pura ternura e inocência. A idéia de te ver sem isso é inconcebível pra mim.&lt;br /&gt;- Você está sendo muito… egoísta. Você olha pra mim e me vê morrer aos poucos, noite após noite. - Daniel proferiu as palavras com fúria, mas também com medo da reação de Armand.&lt;br /&gt;Contudo, não houve reação alguma. O vampiro secular pôs-se a andar pela rua, certo de que seu amado mortal o acompanharia. Andaram por muito tempo (ambos calados) até que Armand avistou uma propriedade abandonada. Em questão de segundos estava do outro lado do muro. &lt;br /&gt;- Venha até aqui. - Chamou por Daniel e em seguida riu ao ver as tentativas frustradas do homem de tentar pular o muro alto. Era essa a mortalidade que ele tanto amava. E que em breve se perderia para sempre.&lt;br /&gt;Quando enfim Daniel pôs os pés no jardim morto da residência, Armand correu para dentro da casa enquanto falava mentalmente com Daniel: “vou lhe dar o presente. O que você acha que deseja”.&lt;br /&gt;Daniel seguiu-o sem saber o que fazer ao certo. Sentia uma sensação de triunfo deliciosa. &lt;br /&gt;- Deite-se. Vai ser agora. Lembre-se: é um caminho sem volta.&lt;br /&gt;O jornalista obedeceu. Deitou-se no chão rangente de madeira esperando pelas presas de Armand. Esperando pelo sangue de Armand. Esperando pela imortalidade.&lt;br /&gt;Armand posicionou-se sobre Daniel pronto para o que deveria fazer. Sem querer deixou escapar uma lágrima, que caiu na testa de seu amado mortal.&lt;br /&gt;- Você não tem o direito de chorar, Armand. Não é justo. É o meu renascimento! - Apesar de tudo, sentia-se alegre.&lt;br /&gt;- Psiu!&lt;br /&gt;Daniel conhecia tão bem os vampiros que já se sentia um deles há muito tempo. E era por isso que Armand devia transformá-lo. Ele sabia o que viria a seguir. Armand deveria mordê-lo como se morde uma vítima. Deveria tomar seu sangue até deixá-lo à beira da morte. Então cortaria o próprio pulso e daria algumas gotas para ele tomar. Junto com o sangue de Armand, a imortalidade lhe invadiria o corpo. E o processo começou.&lt;br /&gt;Armand se curvou até o pescoço de Daniel e cravou seus longos caninos sobre a jugular deste, mas não sem antes analisá-la. O lindo jeito como a pulsação daquela veia acompanhava as batidas do coração. Daniel não pôde deixar de gritar. A dor… aquela dor que antecedia a melhor coisa que iria lhe acontecer.&lt;br /&gt;Com gosto, Armand drenou o sangue de Daniel até o limite da vida. Então parou, afastou-lhe os cabelos da testa suada e contemplou-o arfar, buscando o ar que lhe faltava. Apesar de apavorado, Daniel continuava ansioso pelo gosto do sangue. Mas ao menos conseguia sorrir ou demonstrar qualquer outra expressão. Estava muito fraco.&lt;br /&gt;O vampiro saiu de cima de sua presa e sentou-se ao lado dela, dessa vez com compaixão. Sentia muito por aquilo ter que acontecer.&lt;br /&gt;- Armand… rápido… - Balbuciou Daniel. Sua voz sumira. Mal podia esperar pelo sangue de Armand. Mas o único sangue que sentiu foi o seu próprio, em sua última golfada de vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-3821520276435892463?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/3821520276435892463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=3821520276435892463' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/3821520276435892463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/3821520276435892463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2010/07/daniel.html' title='Daniel'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-7699046213733146833</id><published>2010-06-01T15:19:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T15:26:03.763-07:00</updated><title type='text'>Eu só queria alguém para amar...</title><content type='html'>Da última vez que alguém partiu meu coração, foi um verdadeiro estrago. E eu demorei muito para me recuperar. Quer dizer… acho que até agora não me recuperei por completo. Eu não gosto mais do cara, mas… ficou um vazio.&lt;br /&gt;É que eu me sinto incapaz de amar alguém de novo. Não é que eu não queira amar ninguém por saber que vou me magoar no final. Não. Muito pelo contrário. Eu até tento me apaixonar por alguém, mas simplesmente não consigo! &lt;br /&gt;E eu sinto falta de estar apaixonada. Uma sensação tão gostosa! Eu sinto falta do frio na barriga e até de chorar de nervoso por não saber quando ia ver o meu amor novamente.&lt;br /&gt;Desde então eu conheci alguns carinhas legais que até estavam interessados em mim, mas por mais que eu me esforçasse… nada! Por Dr, meu antigo amor, eu sentia um sentimento tão intenso que mesmo agora que não o amo mais, morro de saudades. Não dele, mas do que eu sentia.&lt;br /&gt;Eu acho que agora, toda vez que eu conheço alguém por quem talvez eu possa me apaixonar, isso acaba não acontecendo porque eu inconscientemente comparo o que eu sentia por Dr com o que eu sinto pela pessoa. No instante que eu faço isso, está exterminada qualquer possibilidade que exista de eu gostar daquela pessoa. Porque não dá pra comparar! É desleal! O amor que eu sentia por Dr eu sei que nunca mais vou sentir de novo.&lt;br /&gt;A explicação disso eu não sei… Talvez Dr realmente fosse o cara perfeito pra mim, mas acho que não. Acho só que ele era uma pessoa legal e eu estava em um momento muito bom da minha vida e tudo isso junto fez com que nascesse aquela coisa mutante que eu chamei de amor. Mas era mais que amor.&lt;br /&gt;Agora que eu já experimentei dessa sensação extraordinária e ela me foi arrancada à força, eu não vou conseguir me contentar com algo normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-7699046213733146833?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/7699046213733146833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=7699046213733146833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/7699046213733146833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/7699046213733146833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2010/06/eu-so-queria-alguem-para-amar.html' title='Eu só queria alguém para amar...'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-1448924076934001682</id><published>2010-05-26T14:55:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T14:56:59.509-07:00</updated><title type='text'>As vezes eu sinto vergonha de ser rica</title><content type='html'>E com rica eu quero dizer: ter dinheiro suficiente para comer, dormir e viver bem. Ter um plano de saúde, estudar em uma escola particular e ainda poder gastar um pouco com cultura e diversão.&lt;br /&gt;   Hoje mesmo eu estava no ônibus, dentro do meu próprio mundinho quando vejo que um homem comum entrou no transporte. Era tão comum que nem chamou a atenção de ninguém para si próprio. Acontece que ele precisava disso. Controlou seu orgulho, sua vergonha e elevou a voz para todos no ônibus poderem ouví-lo. Pedia por dinheiro pra comprar remédio humildemente. Era perceptível o fato de que ele não era bom naquilo.&lt;br /&gt;   Ele não era como um daqueles mendigos que costumamos julgar “nojentos” que exibem suas feridas pro povo dar dinheiro querendo que eles saiam logo dali. Ele não fazia isso. Mas exibia uma receita médica plastificada e uma foto sua com os dois filhos (as pessoas de hoje em dia não acreditariam nele se não fosse por isso). Contou a história de sua vida, dizendo que sofrera um acidente de trabalho que o impedia agora de carregar peso. Falou que era honesto e trabalhador e que mesmo sem poder trabalhar, fazia questão de manter os filhos na escola e dera um jeito da mulher trabalhar para pagar pagar luz, água e aluguel. Ele só queria dinheiro para os remédios. Só.&lt;br /&gt;   Eu não tinha um único centavo comigo. Não tinha nada. Nada! Porque se eu tivesse eu realmente teria dado. Mesmo sabendo que não teria dinheiro para dar a ele, eu prestei atenção à sua história e olhei-o nos olhos todo o tempo, enquanto os outros passageiros tentavam ignorá-lo. &lt;br /&gt;Então olhei pra mim mesma. Uma garota de mochila de marca nas costas, um all star limpinho nos pés e toda a pinta de filhinha de papai que apesar de estar ali, tem condições de pegar um táxi ou ser buscada de carro pela mamãe. Tenho certeza de que o homem não acreditou que eu não tinha dinheiro e deve ter me amaldiçoado por dentro. E não o culpo.&lt;br /&gt;   Senti a vergonha dominar meu corpo imediatamente. Vergonha de ser de ter dinheiro, vergonha de poder chegar em casa e me dar o luxo de dormir pelo resto da tarde enquanto muitas pessoas tinham a necessidade de estar trabalhando para sub-viver. Vergonha de estar juntando dinheiro para comprar um objeto de R$ 130,00 de que eu não preciso realmente.&lt;br /&gt;   Mas então eu entendi que eu não preciso sentir vergonha de mim por querer um pouco de conforto e cultura. Mas ao invés disso eu preciso ter vergonha de fazer parte de um modelo de sociedade em que as pessoas que vivem bem precisam conviver com a culpa disso lhes pesando sobre a cabeça porque existem pessoas que mal sobrevivem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-1448924076934001682?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/1448924076934001682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=1448924076934001682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/1448924076934001682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/1448924076934001682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2010/05/as-vezes-eu-sinto-vergonha-de-ser-rica.html' title='As vezes eu sinto vergonha de ser rica'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-591328497268834298</id><published>2009-12-11T15:31:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T16:18:19.688-08:00</updated><title type='text'>Pra ser sincero</title><content type='html'>A música que marcou o melhor período da minha vida começa com um solo de piano. Quem diria. Hoje em dia sou mais roqueira, ouço o Hardzão setentista e oitentista. Quem diria. Quem me conheceu de uns dois anos pra cá chega a ficar admirado quando sabe que Engenheiros do Hawaii está entre as minhas 3 bandas preferidas.&lt;br /&gt;Tudo bem que Engenheiros também é considerado rock, mas pra começar, o rock nacional representa um estilo musical totalmente diferente do modelo de rock n' roll original. Ainda mais se estamos falando de Engenheiros. Humberto Gessinger deixou de pegar pesado nas guitarras elétricas e em explosões de fumaça no palco para compensar nas letras, que ao contrário das outras bandas, carregam todo o peso que faltou nos instrumentos.&lt;br /&gt;As bandas nacionais mais recentes transbordam futilidade. Com suas letrinhas bobas de amor, está na cara que a banda é meramente comercial. Já o clássico rock nacional dos anos 70, 80 e 90 tinham muito mais crítica, mas parecia que mesmo nas bandas que vieram depois da ditadura, havia uma necessidade de mascarar essas críticas, escondendo-as atrás de metáforas e joguinhos de palavra.&lt;br /&gt;É nisso que o grande Engenheiros se difere. A crítica é direta, escancarada. E as figuras de linguagem e jogos de palavra vêm em muito mais peso do que nas outras bandas, mas só para trabalhar o lirismo, dinâmica e rima das músicas, que são todas riquíssimas nesse sentido.&lt;br /&gt;"Pra ser sincero" concerteza é uma música linda, mas depois que conhecemos a maiorida das músicas da banda, esta perde um pouco o encanto. É a música mais conhecida e não há crítica social nela. Não social. Por isso os fãs, que realmente conhecem o trabalho da banda, passam a gostar mais das outras músicas que são mais ferozes e mais compatíveis com o estilo geral da banda.&lt;br /&gt;Ainda assim "Pra ser sincero" é uma música que tem uma sonoridade fantástica. Marcou minha melhor época e é a "música tema" da minha amizade com Antônio Harger Rivero, o melhor amigo idealizado por mim que se materializou.&lt;br /&gt;A música explica justamente o que eu e Antônio ficamos cansados de repetir: Não nos amamos, nunca ficamos, não há o menor envolvimento conjugal entre nós. É só amizade.&lt;br /&gt;Aliás, é só amizade não! Primeiro porque não tem nada de "só" em amizades verdadeiras. E além do mais o que há entre eu e Antônio é mais que amizade. É uma coisa que eu não consigo descrever. Nunca diria que Antônio é "como se fosse um irmão pra mim" porque minha ligação com ele é muito mais forte do que a minha ligação com meus irmãos e com quaisquer irmãos de qualquer família que eu jamais vi. Nossa amizade é algo inexplicável. Nunca vi coisa assim.&lt;br /&gt;Na infância, as crianças são amigas de quem gosta das mesmas coisas que elas. Na adolescência a grande maioria das amizades é falsa. Sempre tem um interesse. E quando não tem, é a famosa "amizade de um ano". Nessa fase as amizades são atrapalhadas por namoros, estudos e qualquer coisinha. Já na fase adulta eu quase não vejo amizade entre as pessoas. Os adultos esquecem as amizades antigas. As vezes até lembram e queriam que elas voltassem, mas não fazem nada para isso, é um comodismo absoluto. Acabam fazendo amizade apenas com as pessoas do trabalho. E não é bem amizade, é só uma companhia para sair depois do trabalho e esquecer um pouco o estresse. Se mudar de trabalho, muda de "amigos" sem problema.&lt;br /&gt;Vejo minha amizade com Antônio mais forte mesmo do que as raras amizades verdadeiras que ocasionalmente vejo por aí. E ainda tem uns imbecis pra falar que essa coisa linda que é nossa relação é "meio duvidosa". Só porque andamos de mãos dadas e dormimos um na casa um do outro? Só porque compartilhamos TUDO? Só porque estamos sempre juntos e fazemos tudo juntos? Só porque somos de sexos opostos?&lt;br /&gt;E não tenho vergonha de falar (na verdade falo até pra provocar) que já troquei de roupa na frente dele, que já dormi na mesma cama que ele. Não há nenhuma malícia na nossa amizade.&lt;br /&gt;Humberto, ao escrever pra ser sincero, tirou as palavras da minha boca. E ainda tem menininhas alienadas que acham a música "suuuper romântica e fofa".&lt;br /&gt;- Não tem nada de romântica, sua imbecil! - Penso eu.&lt;br /&gt;- É, é realmente muito romântica. Eu e o Antônio somos na verdade namorados, nossa amizade é faixada. Meu sonho é me casar com ele, ter dois filhos e largar a faculdade. - Falo eu, vomitando ironia.&lt;br /&gt;Esse texto ficou sem sentido, comecei falando de engenheiros e bandas em geral, passei pra a música 'pra ser sincero', fui para a minha amizade com Antônio e acabei falando de amizades no geral. Isso tudo é porque não foi um texto planejado, simplesmente foi surgindo. Eu escrevi aqui tudo que está explodindo dentro de mim. Estou indignada com a mentalidade das pessoas, feliz por ter passado uma tarde ouvindo Engenheiros e conversando com meu melhor amigo e cheia de harmonia por ser uma das poucas privilegiadas com uma amizade que eu sei que é verdadeira. Esse texto foi uma explosão de ódio, amor e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, mais uma conclusão:&lt;br /&gt;Pra ser sincera, Humberto Gessinger, você é O cara!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-591328497268834298?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/591328497268834298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=591328497268834298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/591328497268834298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/591328497268834298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2009/12/pra-ser-sincero.html' title='Pra ser sincero'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-5034985235245969379</id><published>2009-11-27T18:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T15:29:53.682-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Enquanto jovens, gastamos a maior parte do dia em escolas, cursos e universidades, aprendendo sobre a vida dos outros e aprendendo o que outros descobriram. Na fase adulta passamos mais da metade aproveitável do dia trabalhando, na grande maioria das vezes, resolvendo problemas dos outros, fazendo coisas pros outros.&lt;br /&gt;Quando temos momentos de lazer, lemos e assistimos filmes, mais uma vez nos tornando espectadores da vida dos outros, mesmo que seja uma vida imaginária.&lt;br /&gt;E quando é que vivemos a nossa vida? Mesmo quando estamos fazendo coisas que pensamos ser nossas, estamos apenas seguindo padrões de vida.&lt;br /&gt;O que poderíamos fazer para viver nossa vida? Deixar de assistir filmes, ouvir músicas e ler livros e fazer nossas próprias músicas, filmes e livros para outras pessoas deixarem de viver suas vidas para apreciar nosso trabalho?&lt;br /&gt;Isso não é uma crônica, nem nada do tipo, é apenas um desabafo de uma coisa que percebi quando estava sozinha não só em casa, mas no mundo. E exatamente por não ter com quem discutir esses pensamentos existencialistas e por não conseguir explicá-los, dizer exatamente o que eu queria, transmitir essa idéia (vide post anterior), eu o posto aqui. Mas como não é uma crônica ou qualquer outro tipo de texto que eu possa classificar, não precisa ter um desfecho. Eu paro por aqui e deixo perguntas e pensamentos no ar.&lt;br /&gt;Apenas mais um fato:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mais irônico de tudo foi que percebi isso enquanto assistia a um filme.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-5034985235245969379?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/5034985235245969379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=5034985235245969379' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/5034985235245969379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/5034985235245969379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2009/11/enquanto-jovens-gastamos-maior-parte-do.html' title=''/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-2097229778467767518</id><published>2009-11-15T16:44:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T17:37:56.059-08:00</updated><title type='text'>Metalingüagem?</title><content type='html'>Tem blogs que leio que sai uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;postagem&lt;/span&gt; por dia. Tem outros que até ficam um certo tempo "às moscas", mas então o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;blogueiro&lt;/span&gt; faz quatro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;posts&lt;/span&gt; em um só dia para compensar. E quanto ao meu blog, essa coisa vazia cheia de poeira que fede a mofo?&lt;br /&gt;Meu blog nunca terá mais que 5 leitores assíduos, tenho certeza! Há tão poucos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;posts&lt;/span&gt; que quando chego a publicar alguma coisa aqui até faz eco.&lt;br /&gt;Não é por falta de criatividade, originalidade ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;idéias&lt;/span&gt; (ainda não me conformo em escrever essa palavra sem acento). É só que eu tenho uma extrema dificuldade em expressar o que eu sinto. Tá certo que eu sou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ótima&lt;/span&gt; em escrever (sem nenhuma modéstia), mas a minha especialidade é ficção. Eu só cheguei a escrever uma ficção nesse blog (os fantasmas que estragaram o natal) e nem ficou muito bom. É claro que há outras narrativas postadas aqui, mas por mais que algumas delas sejam meio (muito) viajadas, são altamente baseadas em coisas vividas por mim.&lt;br /&gt;E por mais que as pessoas digam que os textos estão bons, eu raramente concordo. Não é porque fui eu que escrevi, até porque quando eu acho bom eu já vou logo dizendo que ficou fantástico e que "eu sou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;foda&lt;/span&gt; sim, e daí?!", modéstia não é comigo.  O problema é que mesmo que as pessoas achem bons os meus textos, elas estarão achando (eu juro que tentei evitar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;gerundismo&lt;/span&gt;) bom uma coisa que não foi idealizada por mim. O resultado sempre sai diferente do que eu pretendia. Quando eu leio meus textos ao final do processo de criação, constantemente eu sinto que eu não consegui transmitir a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;idéia&lt;/span&gt; que eu queria. Vai ver que é por isso então que as pessoas gostam dos meus textos, pois estou quase certa de que se elas entendessem o que realmente quero dizer, se afastariam gritando: "Pagã! Rebelde! Insolente! Ingrata" ou qualquer outro xingamento desse tipo. Sendo um texto que não expresse as minhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;idéias&lt;/span&gt;, pode ser bem escrito e estruturado que mesmo assim eu não irei com a cara dele.&lt;br /&gt;Nas raras ocasiões que eu consigo transmitir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o que eu queria, fica tão confuso que só eu posso entendê-lo. Porque é assim que eu me sinto: confusa. Sinto que meus sentimentos e pensamentos são coisas que mais ninguém sente e pensa, sinto que sou única e diferente. E mesmo que eu não seja, quero ter essa imagem de mim.&lt;br /&gt;Já os textos ficcionais, sinto que apenas ocasionalmente postarei-os aqui, visto que esses eu já faço quase todas as semanas em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;redações&lt;/span&gt; escolares e que como tenho facilidade com eles, não e para mim nenhuma grande aventura escrevê-los. Isso mesmo. Gosto que os textos a serem escritos sejam uma aventura para mim. Gosto de suar para tirar as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;idéias&lt;/span&gt; da cabeça e transcrevê-las no papel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;exatamente&lt;/span&gt; como elas são, sem que percam sua essência e que os leitores ainda as compreendam, o que é um desafio muito difícil para mim.&lt;br /&gt;E é por isso que meu blog está cheio de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;textinhos&lt;/span&gt; meia boca, infantis e lugar-comum. Tem uns que escrevo só pra ocupar espaço, pra não ficar tanto tempo sem postar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;OBS&lt;/span&gt;: Ta aí. Gostei desse texto. Acho que transmitiu o que eu queria dizer, mas mesmo assim ele é longo e confuso. Escrevi muito pra dizer pouco, ou seja: Esse texto é uma prova, um exemplo do que esse texto fala. Então seria ele um texto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;metalingüístico&lt;/span&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-2097229778467767518?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/2097229778467767518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=2097229778467767518' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/2097229778467767518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/2097229778467767518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2009/11/metalinguagem.html' title='Metalingüagem?'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-2090632052498222658</id><published>2009-10-03T18:55:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T20:00:59.428-07:00</updated><title type='text'>Se não for amor</title><content type='html'>Mesmo se nós não morássemos na mesma rua&lt;br /&gt;Mesmo se eu não tivesse essa maldita predisposição para gostar de idiotas&lt;br /&gt;E mesmo que você não tivesse covinhas nas bochechas, pintinhas no pescoço e voltinhas no cabelo.&lt;br /&gt;Ainda assim eu te amaria.&lt;br /&gt;E não seria nem um pouquinho menos do que te amo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pensa que deve ser fácil se apaixonar por alguém estando tão próximo. E ainda mais fácil por ser uma pessoa assim, tão bonitinha.&lt;br /&gt; Não minto, foi mesmo fácil. Te digo que não precisei me esforçar nadinha pra camoçar a sentir um frio na barriga quando te via.&lt;br /&gt;Mas te digo ainda que foi fácil não pelas covinhas, pintinhas e voltinhas. Muito menos pela proximidade ou pela sua carência de neurônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi fácil por que por trás de uma carinha bonitinha e através das asneiras que você fala, eu enxerguei alguém por quem realmente vale a pena se submeter a essa merda de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-2090632052498222658?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/2090632052498222658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=2090632052498222658' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/2090632052498222658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/2090632052498222658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2009/10/se-nao-for-amor.html' title='Se não for amor'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-8231351147091135439</id><published>2009-08-28T18:01:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T18:33:27.247-07:00</updated><title type='text'>Vazio.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SpiFDzgymJI/AAAAAAAABGM/NST6-dkaxK0/s1600-h/DSCN1813.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SpiFDzgymJI/AAAAAAAABGM/NST6-dkaxK0/s320/DSCN1813.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375192455680530578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vazio, vazio. Enorme vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ter uma música na cabeça e um chiclete na boca, mas sua alma ainda é vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arruma, veste, sai, beija, compra. Ainda vazio. Um vazio vazado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vem um amigo. Abraço apertado, beijo estalado. Ainda vazio. Será que é mesmo amigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa vazia: ânsia. Casa cheia: vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grito, choro, pulo, canto. O vazio ainda domina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo com bastante volume para ocupar o vazio: Algodão! Também serve pra limpar as lágrimas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me procuro na imensidão dos meus 158 centímetros, mas tudo que consigo encontrar é um enorme vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima está tenso e não há humidade no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vazio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-8231351147091135439?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/8231351147091135439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=8231351147091135439' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/8231351147091135439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/8231351147091135439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2009/08/vazio-vazio.html' title='Vazio.'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SpiFDzgymJI/AAAAAAAABGM/NST6-dkaxK0/s72-c/DSCN1813.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-2454758372223205252</id><published>2009-06-14T18:07:00.001-07:00</published><updated>2009-06-15T18:26:17.994-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Os fantasmas que estragaram o natal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SjaaUh13MZI/AAAAAAAABFQ/7puXX_hChyc/s1600-h/Mansion_by_AeroCloud.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SjaaUh13MZI/AAAAAAAABFQ/7puXX_hChyc/s320/Mansion_by_AeroCloud.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347631285021389202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os pés de Keven avançaram rápidos pelo mato rasteiro que dava uma cor esverdeada à constante névoa que impedia uma visão ampla do cenário sombrio onde se encontrava a mansão número 4 daquela rua. Marina corria para alcançar seu amigo, fazendo seus cabelos loiros balançarem. O único brilho naquele lugar sombrio vinha deles.&lt;br /&gt;Keven parou ao alcançar a porta de madeira comida pelos cupins e voltou-se para a garota:&lt;br /&gt;- Achei que você tinha dito que não viria.&lt;br /&gt;- Eu não vou te deixar entrar sozinho. Afinal, o que você veio fazer aqui mesmo, Keven?&lt;br /&gt;Antes de responder a pergunta dela, Keven desmentiu-a. Seu orgulho o enojava algumas vezes.&lt;br /&gt;- Mentira! Você é que não quer ficar sozinha aqui fora. Acorda, Marina, já houve três duplos homicídios nessa casa. Você não queria viver uma aventura? Está aí a sua aventura! Excitante, não é?&lt;br /&gt;A menina não respondeu, não queria que seu colega percebesse que estava com medo, apenas seguiu-o pela na trajetória pela casa. No início não havia nada incomum. Apenas muita poeira e teias de aranha, mas isso tudo era normal, afinal, eles estavam em uma casa abandonada. Somente uma coisa incomodou Marina, que esperta, logo percebeu que as luzes da casa não deveriam estar acesas já que ela não era habitada há anos.&lt;br /&gt;Já tinham percorrido dois dos cinco andares da mansão tão temida pelos moradores da pequena cidade quando os estranhos eventos começaram a acontecer. Enquanto subiam as escadas rumo ao terceiro andar, sentiam a madeira velha dos degraus ranger sob seus pés a cada passo. O relógio de pêndulo situado no segundo andar bateu onze horas, produzindo um barulho ensurdecedor que assustou Marina ao ponto de fazê-la cair aos pés de Keven e agarrar as canelas do amigo.&lt;br /&gt;- Os fantasmas estão aqui, Marina. - Ele falou pausadamente.&lt;br /&gt;- O que??&lt;br /&gt;- Consulte seu relógio e verá que estou certo. Há alguém aqui.&lt;br /&gt;Amedrontada, ela obedeceu, consultando seu pequeno e delicado relógio de pulso. Os ponteiros marcavam exatamente onze horas. Como o relógio da casa poderia marcar a hora certa se supostamente pertencia a uma residência abandonada há décadas?&lt;br /&gt;O próximo cômodo que o curioso Keven visitou ao chegar ao terceiro piso, foi uma espécie de biblioteca. Ele nem tentou olhar o conteúdo dos milhares de livros que haviam ali, pois as traças já haviam corroído boa parte deles. As luzes de toda a casa se apagaram quando um raio atingiu um poste do outro lado da rua ao mesmo tempo que a chuva desabou.&lt;br /&gt;- Keven... vamos embora! - O pedido de Marina mais parecia uma súplica. Mas invés de atendê-lo, Keven se largou em uma das poltronas cheias de pó do cômodo.&lt;br /&gt;- Agora está escuro, loirinha. Não dá pra a gente voltar nem continuar. Não consigo enxergar um palmo na frente do nariz, se formos descer escada num escuro desses, é bem provável que os fantasmas nos peguem em uma de suas armadilhas.&lt;br /&gt;A "loirinha" formou em seu rosto uma expressão de impaciência que mostrava bem o que ela estava sentindo naquele momento.&lt;br /&gt;- Você não quer mesmo que eu acredite nisso, não é? - Falou.&lt;br /&gt;- Como assim? Você não acredita em fantasmas?&lt;br /&gt;- É lógico que não, idiota!&lt;br /&gt;- Achei que todo mundo acreditasse... mas se você não acredita, porque está com medo? E não me venha falar que não está com medo.&lt;br /&gt;A expressão de impaciência mais uma vez tomou conta do rosto fino da menina. Ela girou os olhos para cima e suspirou profundamente antes de responder:&lt;br /&gt;- Sim, eu estou com medo. Mas é um medo irracional, Keven. Nossa mente cria ilusões para nossa própria defesa.&lt;br /&gt;- Ah, vai me dizer que a tempestade lá fora e a queda de energia também são ilusões da nossa mente? Senta aí, Marina. Tenho certeza que você só não acredita em fantasmas porque nunca ouviu a história dos amantes que estragaram o natal.&lt;br /&gt;- Você não vai começar a contar histórias de terror agora, vai?&lt;br /&gt;Keven fechou a cara por alguns segundos. O descaso que sua amiga fazia do assunto o irritava profundamente.&lt;br /&gt;- Não é uma historinha de se contar em acampamento. Aconteceu de verdade! De qualquer jeito a gente vai ter que esperar aqui. Deixe-me contar a história, chatinha.&lt;br /&gt;Com o silencioso consentimento de Marina, Keven começou a história usando palavras difíceis e atribuindo muitos adjetivos à todas as coisas, dando um misticismo desnecessário àquela narrativa que já era bastante aterrorizante. Ela falava sobre dois adolescentes: Mírian e Calebe, que costumavam ser muito amigos, mas quando começaram um relacionamento amoroso, essa amizade se acabara, pois se amavam demais, e esse amor era, principalmente da parte de Calebe, doentio. Os constantes acessos de ciúme deram espaço para brigas que já tinham virado rotina. Quando o jovem Calebe se deparou com a pessoa que mais amava triste e magoada, tentou voltar atrás e rompeu seu namoro de quatro anos, pensando em reestabelecer a amizade de outrora. O que ele não tinha previsto, era o ressentimento que havia ficado entre os dois. Sua amizade com Mírian jamais seria a mesma.&lt;br /&gt;- O amor dele pela amiga era incondicional e ele não aceitaria perdê-la tão facilmente. - Contava Keven - Então, Calebe fez sua difícil decisão e chamou Mírian para almoçar em sua casa na véspera de natal. O almoço foi ótimo e agradável, visto que a família dele adorava a dócil e mimada menina. Apenas após o almoço foi que Calebe resolveu colocar seu plano em prática. Chamou-a para passear nos jardins e foi quando a tragédia aconteceu. Com um punhal herdado de seu avô, o rapaz perfurou a fina camada de pele que envolvia a barriga de sua amiga, matando-a de hemorragia em pouco tempo. Antes que sua família notasse o crime, ele virou a lâmina da arma para seu próprio peito e se matou, condenando Mírian a passar o resto da eternidade com ele e estragando o natal de pelo menos duas famílias. Os dois nunca mais ficaram sozinhos, nunca mais poderiam se queixar de solidão. Agora os dois têm um ao outro. Sabe qual é o mais interessante, Marina? Essa triste história aconteceu há quarenta e quatro anos atrás, nessa mesma casa sombria em que nos encontramos agora. Após esse trágico evento, os fantasmas de Mírian e Calebe assombram a mansão e tentam convencer todo casal que coloca os pés aqui a fazer o mesmo que eles fizeram.&lt;br /&gt;Marina se ajeitou na poltrona. seus olhos já haviam se acostumado com o escuro e agora ela podia ver o semblante de Keven, fitando-a fixamente. Mesmo com os pêlos loiros do braço arrepiados e um frio na barriga que denunciava seu medo, a menina falou com desdém:&lt;br /&gt;- Você não é um bom contador de histórias, sabe? E essa daí em particular é bem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clichêzinha&lt;/span&gt;, viu. Se você queria me convencer de alguma coisa, não conseguiu.&lt;br /&gt;Antes mesmo que Keven pudesse rebater com uma das respostas mal educadas que vieram em sua mente, as luzes se acenderam novamente, assustando os dois. Eles olharam a sua volta e analisaram o local, que parecia estar bem diferente do que era antes de faltar luz.&lt;br /&gt;Alguns livros estavam caídos no chão e alguns móveis estavam em outra posição. Talvez a mente dos garotos estivesse mesmo brincando com eles, talvez as coisas já estivessem assim e eles não tinham prestado atenção. A única coisa que provou que alguém realmente estivera ali, foi o fato de que a cadeira de balanço ao lado de Marina balançava. E balançava forte, como se alguém tivesse acabado de se levantar dela.&lt;br /&gt;Assim como sua amiga, Keven tinha medo, mas ao contrário dela, ele se levantou com um pulo e foi atrás da pessoa ou seja lá o que fosse que tivesse feito aquilo. No exato instante em que ele deixou o confortável encosto da poltrona, uma luz tão ou mais brilhante que os cabelos de Marina tomou conta do ambiente e se materializou em forma de uma linda menina descalça com um vestidinho de renda branco.&lt;br /&gt;- Em que posso ajudá-los? - Sua voz era tão fina que Marina teve certeza de que poderia matá-la de agonia se a ouvisse por um bom tempo.&lt;br /&gt;Keven quase não conseguia falar de tanto espanto. Sua boca se abriu e fechou umas três vezes antes que ele conseguisse pronunciar uma palávra quase inaudível:&lt;br /&gt;- ... Mírian...&lt;br /&gt;- Ah, eu entendo. - A menina balançou a cabeça afirmativamente - Você veio matá-lo, não é? - Ela se dirigia à Marina.&lt;br /&gt;Tomado pelo desespero, Keven conseguiu falar em alto e bom som alguma coisa que fizesse sentido:&lt;br /&gt;- Marina, não ouça nada do que ela disser, ela vai tentar te convencer! - E voltando-se para a pequena aparição feminina - Seu monstro, não ouse fazer nada comigo! Você não vai conseguir me convencer!&lt;br /&gt;- Eu?? - A fantasma riu. Sua risada conseguia ser mais fina e agoniante que sua voz. - Quem vai fazer alguma coisa aqui é você. - Ela virou os olhos para Marina - Ou você. Sabem, as pessoas costumam culpar a mim e a meu amado Calebe. Mas nós não temos absolutamente nada a ver com isso. Os casais já vêm aqui com essa ideia na cabeça, não somos nós que os manipulamos. Se não fosse isso, por qual outro motivo eles viriam aqui? Para ter um passeio romântico é que não é.&lt;br /&gt;- Nós não somos um casal. - Defendeu-se Keven.&lt;br /&gt;- Oh, não? Não seja tolo! Você sabe que os sentimentos dela por você são os mesmos que os seus. A única coisa que falta é iniciativa. Porque você não conversa com ela? Tem medo? Medo da possível rejeição? Medo de perdê-la? Talvez seja por isso que você a trouxe aqui.&lt;br /&gt;Agora sim Marina deixava transparecer seu medo. Agora seu medo era totalmente racional.&lt;br /&gt;- Keven... É por isso que você não quis ir embora! Seu... maldito! Eu te odeio! - Suas últimas palavras foram mais rosnadas do que faladas. Marina deixara sua primeira lágrima pingar no carpete cor de vinho daquela sala arrepiante.&lt;br /&gt;- Loirinha! Você sabe que eu não... você está desconfiando de mim? Logo de mim? Eu que sempre te apoiei! Eu não vim aqui pensando nisso, se você quer saber, mas agora até que seria bom arrancar esse seu coração impuro e beber seu sangue sujo! Você me dá nojo, Marina, nojo! - Falou Keven surpreendendo a si mesmo. Em condições normais, ele jamais falaria coisas como essas.&lt;br /&gt;Os dois já nem se importavam com a presença de Míriam. A antiga amiga de Keven parou para respirar entre soluços antes de recomeçar os insultos. Seu coração batia demasiado rápido, sua adrenalina estava à mil. Sentiu-se fraca de repente e se apoiou em uma pequena mesa redonda de vidro, mas ao fazer isso, sentiu a ponta metálica de um objeto que, por mais que forçasse sua mente, não conseguia lembrar de ter visto naquele lugar. Era um revólver antigo, daqueles que só se via em filme. A menina segurou-o com firmeza, pronta para atirá-lo longe caso Keven tentasse pegá-lo.&lt;br /&gt;- O que foi? Ficou sem palavras? Viu que, como sempre, eu tenho razão? - Keven cuspiu suas palavras agressivas de modo tão feroz que Marina não pôde pensar no que estava fazendo. Uma força poderosa apoderou-a, fazendo-a apontar o cano frio da arma diretamente para o peito de seu "adversário". Agindo novamente, a força a fez apertar o gatilho.&lt;br /&gt;Talvez nem fosse a força. Talvez fosse ela mesma que tivesse que colocar a culpa em algo sobrenatural para justificar suas ações. É, era isso. Ela precisava ter feito aquilo. Olhou satisfeita para o corpo que sangrava manchando ainda mais o carpete.&lt;br /&gt;Mírian riu. Aquela risada agoniante. Marina teria atirado na fantasma se aquela risada não a tivesse trazido para a realidade. Ao ver Keven caído, morto no chão, ela não pode gritar nem chorar, fez apenas o que era necessário: Direcionou a arma para sua cabeça e deu um fim àquela história com apenas um tiro.&lt;br /&gt;Um rapaz alto e moreno apareceu ao lado de Mírian do mesmo modo que ela havia aparecido para os finados adolescentes há poucos minutos atrás. Loucamente, os dois se abraçaram e se beijaram. Jamais ficariam sozinhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-2454758372223205252?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/2454758372223205252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=2454758372223205252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/2454758372223205252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/2454758372223205252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2009/06/os-pes-de-keven-avancaram-rapidos-pelo.html' title='Os fantasmas que estragaram o natal'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SjaaUh13MZI/AAAAAAAABFQ/7puXX_hChyc/s72-c/Mansion_by_AeroCloud.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-1167300211165758770</id><published>2009-02-14T18:54:00.000-08:00</published><updated>2009-06-15T17:42:49.088-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nota'/><title type='text'>Reflexão do dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hoje eu acordei me perguntando porque eu era pior que todos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E fui deitar me perguntando porque todos eram melhores que eu&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se você quer saber...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;é bem diferente!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-1167300211165758770?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/1167300211165758770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=1167300211165758770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/1167300211165758770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/1167300211165758770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2009/02/reflexao-do-dia.html' title='Reflexão do dia'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-3432448031753904062</id><published>2009-02-13T14:57:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T15:17:03.350-08:00</updated><title type='text'>O amor só mudou de cor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SZX_TzYZt1I/AAAAAAAAAf0/uyF8cHhYjfs/s1600-h/cores.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SZX_TzYZt1I/AAAAAAAAAf0/uyF8cHhYjfs/s320/cores.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302424851973781330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; 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Com o tempo, esse respeito cresceu, nossa amizade cresceu e nós também crescemos. Já não era mais bege... começava a ganhar um tom claro de rosa (o mesmo tom de rosa que nossas bochechas adquiriam ao nos falarmos). Parou por aí... Pelo menos por um tempo. Dois longos e eternos anos de rosinha claro.Dois looooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooongos anos. E então o rosa regrediu e voltou a ser bege. Mas então, de repente, voltamos a nos falar &lt;s&gt;direito &lt;/s&gt;e nossa amizade já estava no auge de novo. De repente. De repente mesmo! Foi tão rápido que nem passou por aquele rosinha claro. Do bege, já foi direto para aquele rosa-choque escandaloso!&lt;br /&gt;Como &lt;s&gt;foi bom esse pouco tempo &lt;/s&gt; foram bons esses 10 meses! 10 meses de rosa - choque bem aproveitados e vividos intensamente!&lt;br /&gt;E a gente brincava, e gritava, e cantava, e pulava, e dançava, e fingia que brigava, e simulava discussões... e haviam aquelas horas em que você me vencia vinte vezes seguidas no videogame na sua casa, em que fingíamos que estudávamos inglês e era tão, tão, tão bom!&lt;br /&gt;Foi quando você me roubou o primeiro beijo, que o rosa -choque virou vermelho, rouge, rubro, escarlate!&lt;br /&gt;O amor que sentíamos um pelo outro era intenso, mas já não aproveitávamos nossos momentos juntos tão intensamente. Ficávamos muito presos àquela coisa de beijar, dizer que ama, pegar na mão, beijar, dizer que ama, pegar na mão e esquecemos que antes de sermos namorados, éramos amigos!&lt;br /&gt;Você deve saber, isso foi ruim. Tão ruim que depois que passou a novidade, não era vermelho, não era rosa - choque, não era... como descrever aquela cor? Era uma espécie de rosa claro desbotado, ou talvez nem isso. Estava cristalinamente claro que aquilo não dava mais certo. Poderíamos ter retornado à nossa amizade, que era linda! Mas foi só eu tocar no assunto de terminar que você jogou tudo &lt;s&gt; no lixo &lt;/s&gt; pro alto! Inclusive a nossa amizade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt;" align="center"&gt;Pra mim já era branco. Um vazio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt;" align="center"&gt;Ora, do que você está reclamando?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; text-align: center;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O amor &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;só&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; mudou de cor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O amor que eu dei não foi o mesmo que eu vi acabar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; O amor só mudou de cor, agora já ta desbotado"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-3432448031753904062?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/3432448031753904062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=3432448031753904062' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/3432448031753904062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/3432448031753904062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2009/02/normal-0-21-false-false-false.html' title='O amor só mudou de cor'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SZX_TzYZt1I/AAAAAAAAAf0/uyF8cHhYjfs/s72-c/cores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-8920646208617406115</id><published>2008-09-26T18:45:00.000-07:00</published><updated>2009-02-13T14:41:29.370-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feliz'/><title type='text'>Eu não quero um Feliz Pra Sempre!</title><content type='html'>- Feliz pra sempre?&lt;br /&gt;- É. PRA SEMPRE! Não é maravilhoso?&lt;br /&gt;- É... deve ser.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- E depois?&lt;br /&gt;- Depois do que?&lt;br /&gt;- Do Feliz Pra Sempre.&lt;br /&gt;- Pra Sempre é pra sempre, oras!&lt;br /&gt;- Então não tem depois?&lt;br /&gt;- hum.... não!&lt;br /&gt;- Você fica sendo Feliz pra Sempre pra sempre?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ser feliz pra sempre é ficar lavando cueca de príncipe "encantado" até morrer e se sentir feliz por isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-8920646208617406115?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/8920646208617406115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=8920646208617406115' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/8920646208617406115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/8920646208617406115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2008/09/o-amor-b-s-b-mudou-de-cor.html' title='Eu não quero um Feliz Pra Sempre!'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-8918434609749981100</id><published>2008-09-19T20:04:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T11:34:00.943-07:00</updated><title type='text'>Antônio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SZYABTDBBWI/AAAAAAAAAf8/cfNy3WfSpUQ/s1600-h/DSCN1179.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SZYABTDBBWI/AAAAAAAAAf8/cfNy3WfSpUQ/s320/DSCN1179.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302425633568130402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de você.&lt;br /&gt;Eu gostava do seu jeito,&lt;br /&gt;do modo como seu sorriso descoloria a noite, só para podermos colorir de novo,&lt;br /&gt;juntos.&lt;br /&gt;Eu gostava de seu cabelo despenteado pela manhã.&lt;br /&gt;E gostava do nosso "só mais um pouquinho" que durava para sempre!&lt;br /&gt;Gostava da rede esfarrapada do seu quarto, onde a gente dividia confissões.&lt;br /&gt;Também era nosso barco, nave, cavalo, podia ser também o nosso zepelim, nosso carrinho de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;rolimã&lt;/span&gt; ou um balão pra a gente fugir "pra onde eu só veja você e Você veja a mim só".&lt;br /&gt;Lá podíamos ser tudo! Dois cabeleireiros soltando a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;franga&lt;/span&gt;, cavaleiros de dragão percorrendo toda a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Alagaesia&lt;/span&gt;, psicopatas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;malígnos&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;inteligentes&lt;/span&gt; com o desejo de dominar todas as ruivas do planeta!&lt;br /&gt;Ah, como eu gostava de toda essa fantasia!&lt;br /&gt;Porque nada que eu fizesse poderia estar errado se eu estivesse com você.&lt;br /&gt;E como eu gostava do modo como achávamos que seríamos felizes para sempre!&lt;br /&gt;Mas não fomos, não é?&lt;br /&gt;Pelo menos não juntos.&lt;br /&gt;Já pensei que gostava de você como uma mulher gosta de um homem, mas acho que não.&lt;br /&gt;Você é meu melhor amigo, não é?&lt;br /&gt;Então pra mim tanto faz...&lt;br /&gt;você pode ser O amigo, O homem, O irmão. Você só não pode ser um amigo.&lt;br /&gt;Gosto tanto de você que não consigo classificar nosso tipo de amizade, nosso tipo de "gostar".&lt;br /&gt;Ah, como eu poderia voltar, não é?!&lt;br /&gt;Só pra gente poder se despedir mais uma vez... e mais uma vez jurar que nossa amizade será para sempre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-8918434609749981100?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/8918434609749981100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=8918434609749981100' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/8918434609749981100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/8918434609749981100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2008/09/eu-gosto-de-voc.html' title='Antônio'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SZYABTDBBWI/AAAAAAAAAf8/cfNy3WfSpUQ/s72-c/DSCN1179.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-3032679967536654441</id><published>2008-06-21T20:32:00.000-07:00</published><updated>2009-02-13T15:28:27.058-08:00</updated><title type='text'>Treze</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Treze sempre foi um número enigmático. Uns dizem que dá sorte, outros dizem que dá azar. Ter 13 anos é um dilema! Você não é nem criança, nem adolescente. E é nessa fase de transição que você passa a entender todas as coisas e não compreende tantas outras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E pensar que eu já passei por tantas coisas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E pensar que ainda falta mais da metade da minha vida para viver e ainda há tantas coisas a serem feitas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apesar de serem apenas 13 anos, é a minha vida inteira! Bom, e o que dá para fazer em treze anos de vida? Paticularmente....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu já amei, já me iludi, já sorri, já chorei vendo um filme, já chorei lendo um livro,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;já chorei  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;por alguém&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, já dancei na chuva, já fiz poomsae na chuva, já me joguei de roupa&lt;br /&gt;na piscina (e 2 vezes), já comi brigadeiro de panela, já quebrei a perna, já plantei uma árvore,&lt;br /&gt;já bati, já apanhei, já gritei com alguém, já gritei &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por &lt;/span&gt;alguém, já vi o tempo parar diante dos&lt;br /&gt;meus olhos, mas também já o vi passar mais depressa do que deveria. Já roubei um beijo, já&lt;br /&gt;tive um beijo roubado, já fiz uma música, já fiz poesia, já recebi flores, já percorri seis estados do Brasil dentro de um gol, já fiz o que era proibido, já madruguei, já tentei contar as estrelas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tambén há muito a ser feito. Por exemplo, eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda não publiquei um livro, nunca pulei de paraquedas, nem disse: "siga aquele carro!" a&lt;br /&gt;um taxista. Nunca declarei um poema para ninguém,nem nunca tive uma daquelas cenas lindas de beijo na chuva, ainda não tive um filho (dãããããã), nunca vi a morte, nem saí do país.&lt;br /&gt;Nunca fugi decasa. Nunca participei de uma guerra de travesseiros [1] (buááááá), nunca tive um&lt;br /&gt;tamagoshi, nunca me joguei na lama, nunca levei torta na cara, nem dominei o mundo. Ainda não joguei ovo em ninguém, tampouco bolinha de papel no professor. Nunca fui à lua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-3032679967536654441?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/3032679967536654441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=3032679967536654441' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/3032679967536654441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/3032679967536654441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2008/06/13.html' title='Treze'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-8460085549856844414</id><published>2008-05-25T18:46:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T17:42:01.066-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SHoU1z4bPOI/AAAAAAAAADc/TK5fVkjNdLk/s1600-h/BEM+PROFUNDA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222509632582008034" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SHoU1z4bPOI/AAAAAAAAADc/TK5fVkjNdLk/s320/BEM+PROFUNDA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SHoSAbHVC9I/AAAAAAAAADU/_2a1jULEAyQ/s1600-h/BEM+PROFUNDA.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Lara consultou seu relógio de pulso pela última vez naquela noite. Faltavam apenas cinco minutos para o término da aula, que era mesmo muito boa! Uma magia dentro da realidade...&lt;/p&gt;Dispersa em seus pensamentos, Lara já não prestava mais atenção na aula. Logo o professor pediu para que todos se sentassem, fez as observações finais, dispensou seus alunos e dessa forma, todos fomos para o lado de fora da salinha abafada onde aprendíamos todas aquelas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma sexta feira. Todos esperavam desesperadamente pelo final de semana. Muitos pais já esperavam seus respectivos filhos do lado de fora, o professor foi embora em sua bicicleta vermelha de marcha, a dona do estabelecimento se recolheu no interior de sua casa, a qual ficava sobre a&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;“escola”, deixando as luzes acesas, para os alunos que ainda ocupavam o local. Em sete minutos (gosto de ser exato) todos os alunos já haviam deixado o lugar. Todos exceto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e Lara nos sentamos na calçada, esperando por nossos pais. Minha barriga formigava de excitação e ansiosidade. Eu sabia que seria naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lara finalmente falou. Uma tentativa de puxar assunto, eu sabia. Não prestei atenção no que ela falou. Não no que falou. Sua boca se mexia rapidamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua boca... Ah, aquela boquinha perfeita! Os lábios carnudos encontravam-se e desencontravam-se num movimento frenético. Me viciei naquilo. Não cheguei a saber se ela notou ou não, mas eu só olhava para sua boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lábios pararam de se mover. E assim, somente assim, percebi que ela parara de falar. “Ham?” Pedi que repetisse. Ela o fez. Tentei me prender ao que falava, não me perder em pensamentos profundos novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lara perguntava algo sobre mim, não lembro direito, mas não importava. Respondi com poucas palavras, fui o mais breve possível. Tentei mostrar desinteresse, ver qual seria sua reação, mas meus olhos me traíam, fixavam-se diretamente em sua boca, estavam úmidos de paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fingir desinteresse não ia adiantar nada. Tinha que ter alguma atitude o mais rápido possível, mas aquela vergonha não me deixava muitas escolhas. Engolindo um pouco de saliva, perguntei que horas eram. “Que pergunta idiota!” Pensei, repreendendo-me pela minha própria tolice. Mas havia sido a única que eu podia fazer sem me atrapalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me respondeu sem consultar seu relógio. Disse já terem se passado vinte minutos. Havíamos passado tempo demais calados. “Não precisamos...” enfim eu tinha tomado coragem para falar algo que realmente importasse, mas minha voz saiu extremamente baixa e falhou no meio da frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspirei, não havia jeito, agora eu teria que concluir minha frase. “Oi?” Perguntou Lara, uma expressão que costumava usar quando não entendia algo. Suspirei mais uma vez. Aquilo não seria fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de voltar a falar, joguei meus cabelos louros para trás, com uma sacudida de cabeça, irritado com minha franja. Lara observou sem piscar. Sorri para mim em meu interior, percebi aquilo como um charme próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não precisamos usar essas frases idiotas como desculpa para nos falar. Será que você existe mesmo?” Minhas palavras enfim saíram, mas se embaralhavam com meus pensamentos e não faziam sentido algum. Tive que sorrir após a frase, para não parecer idiota, camuflando a seriedade do assunto entre meus lábios, que infelizmente não eram tão perfeitamente belos como os de Lara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi novamente aquela expressão saindo de sua boca: “Oi?”. Não respondi. Ela perguntava, mas entendera muito bem. Esse fato era perceptível devido ao seu olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos eram negros. Não de um negro comum, mas muito mais profundos e além de tudo, expressivos. Não tão expressivos quanto os meus, claro, mas ainda assim expressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos, ah sim, os meus sim são perfeitos. Meus olhos azuis são um tipo comum. Cor comum, tamanho comum, formato comum. Mas o que faz um par de olhos é o seu olhar. E o meu olhar é o que deixa meus olhos tão raros e especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu olhar é expressivo, nunca ninguém verá um par de olhos mais expressivos que o meu. As pessoas costumam dizem não saber quando estou alegre, triste, temeroso, raivoso, etc pois a minha expressão é sempre a mesma. É porque costumam não dar atenção aos olhares. Meu olhar é tudo. Mostra tudo que sinto, tudo que sou. É a minha essência. Meus olhos e os lábios de Lara seriam a combinação perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um calafrio que desceu minha garganta, percorreu minha espinha e seguiu para a barriga, serpenteando, eu voltei à realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos caíram sobre os de Lara. Ela esperava pacientemente pela minha resposta. Mas que resposta era esta, ora essa? Ela já entendera tudo, tudinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiei minhas mãos no chão e desloquei meu corpo mais para a esquerda, ficando mais perto de Lara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de imagina-la como uma princesa num cenário medieval, um castelo nos campos da Escócia, ou algo assim, qualquer lugar, exceto ali. Lara não combinava com o cenário urbano, onde a delicadeza de seus traços fazia contraste com a realidade da paisagem ao fundo, formando uma espécie de arte moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adiantava mais fugir, procurando a essência da minha existência no fundo dos seus olhos, eu encarei-a. Não, agora era diferente, não era bem como “encarar”, era como se eu estivesse mergulhando de cabeça naquela imensidão, “um salto no escuro da piscina”, não enxergava mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento, a minha princesa medieval também me encarou, olhos nos olhos. Meus olhos azuis nos olhos negros dela. O olhar foi forte, muito forte. Tão forte que ela não o suportou e fechou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também quis fechar os meus, mas não pude, a idéia de deixar de ver aquela boquinha perfeita me perturbava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estávamos próximos, muito próximos. Tão próximos que eu podia sentir seu calor. Ela estava quente, ardia em um calor humano e acima de tudo, tremia. Sua respiração chegava a ser desregulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respiração desregulada... quis cessá-la. Enfim fechei meus olhos e parti em busca do meu destino. Seria para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima coisa que senti foram os lábios de Lara. Acima de tudo eram frios, gélidos. Não que não fossem calorosos, muito pelo contrário. Sua frieza tinha um “quê” de sensualidade que me possuía, atraindo-me cada vez mais para perto daquele abismo que era sua boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria durado muito mais tempo, mas Lara me interrompeu.Olhou para o chão, assustada, como se tivesse feito algo errado. Percebi que não me olhava nos olhos. Não havia contato visual. Parecia que tinha medo de não resistir a meu olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber o que fazer, abracei-a. Minha cabeça recostou no ombro dela. Eu precisava daquilo, desesperadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha princesinha também não sabia o que fazer e sem ter onde colocar as mãos, repousou-as em minhas costas, como se protegesse uma criatura frágil. Uma criatura frágil...&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Naquele momento, não posso negar, era o que eu era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me dei conta, chorava. O&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;sangue escorria de meus olhos. Eu morri, e morri de amor.&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Pra ela foi apenas um beijo, pra mim, meu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Obs: Não perguntem... nem eu entendi direito!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-8460085549856844414?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/8460085549856844414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=8460085549856844414' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/8460085549856844414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/8460085549856844414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2008/05/lara-consultou-seu-relgio-de-pulso-pela.html' title=''/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SHoU1z4bPOI/AAAAAAAAADc/TK5fVkjNdLk/s72-c/BEM+PROFUNDA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-8204582508319331438</id><published>2008-05-25T13:42:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T14:11:20.107-07:00</updated><title type='text'>Luana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SDnV4ekxfcI/AAAAAAAAACE/DN1iH_sXPRk/s1600-h/papi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SDnV4ekxfcI/AAAAAAAAACE/DN1iH_sXPRk/s320/papi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204426010660011458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Luana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou fazendo um poema&lt;br /&gt;com sangue, suor e emoção&lt;br /&gt;Arranquei-o de dentro de mim&lt;br /&gt;autêntico, puro, lindo,&lt;br /&gt;grávido de sonho, luz e magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou fazendo um poema:&lt;br /&gt;Amor personificado.&lt;br /&gt;Carinho, vida, paixão.&lt;br /&gt;Um poema interativo:&lt;br /&gt;Faz-se e deixa-se fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou fazendo um poema!&lt;br /&gt;Ah! Como a gente se engana&lt;br /&gt;Rabisca e rasga e sua...&lt;br /&gt;E lá está o poema&lt;br /&gt;rebelde e forte e vivo&lt;br /&gt;tão grado, tão gozo, tão gana&lt;br /&gt;É gente, é luz, é lua na...&lt;br /&gt;É mais que lua, é Luana."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Charles O. Soares                                      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O que fazer quando uma pessoa "rabisca e rasga e sua" para fazer um poema lindo desses todinho para você?&lt;br /&gt;É por essas e outras coisas que eu te amo pai! E me orgulho de dizer isso!       &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-8204582508319331438?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/8204582508319331438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=8204582508319331438' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/8204582508319331438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/8204582508319331438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2008/05/luana.html' title='Luana'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/SDnV4ekxfcI/AAAAAAAAACE/DN1iH_sXPRk/s72-c/papi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7380648091468556684.post-5551644220847040587</id><published>2008-05-24T13:24:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T14:13:26.370-07:00</updated><title type='text'>Insanidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As lágrimas escorriam em meu rosto. Eu chorava, chorava e chorava.&lt;br /&gt;Sem gritos desesperados, sem soluços engasgados.&lt;br /&gt;Eu chorava silenciosamente.&lt;br /&gt;Eu transbordava silêncio.&lt;br /&gt;O que sustentava esse choro sofrido era a vontade de amar.&lt;br /&gt;Um sentimento bom?&lt;br /&gt;Talvez.&lt;br /&gt;Me senti mais humana.&lt;br /&gt;A única humana entre os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;terráqueo&lt;/span&gt;s.&lt;br /&gt;Posso ser louca,&lt;br /&gt;mas em minha insanidade estou coberta de razão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7380648091468556684-5551644220847040587?l=lupina-luana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupina-luana.blogspot.com/feeds/5551644220847040587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7380648091468556684&amp;postID=5551644220847040587' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/5551644220847040587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7380648091468556684/posts/default/5551644220847040587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupina-luana.blogspot.com/2008/05/as-lgrimas-escorriam-em-meu-rosto.html' title='Insanidade'/><author><name>Luana Rosa Bonaparte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05908948565538338003</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_JUayK1F_p6A/TQ_k2BgEngI/AAAAAAAABIc/5GZraMJMAZg/S220/OgAAAMkT0yHO4V4PXNe-P9vMV3XLCpKNseDCPMldooqKsCjNZ6_b5oZjWVj9vvneMAjPHoqd3zrQDs1U52Ev8aE9duEAm1T1UOogyr0n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
